Os Espaciais




















OS ESPACIAIS - Na Crista Da Onda
ATONAL - AT 0010
Beat - Garage - 1967


Faixas:
Lado A
01 - Garotinha Linda
02 - É tempo De Adeus 
03 - Volta Ao Mundo 
04 - Deixei De Te Amar 
05 - Era Um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles E Os Rolling Stones 
06 - Canção Do Amor

Lado B 
07 - A Garota Que Me Quer 
08 - Tabu 
09 - Professor Tirano 
10 - Noites De Moscow 
11 - Não Te Darei O Meu Perdão 
12 - Walk Don't Run '64

Os Nucleares




















OS NUCLEARES
HOLLYWOOD DISCOS - HD 009
Beat - Garage - 1969



Faixas:
Lado A
01 - Você Não Quer

Lado B
02 - Não Posso Viver Sem Você


Em 1969 a Jovem Guarda, como programa de TV, agonizava. Até a metade do ano sairia do ar devido a baixa audiência e as mudanças no cenário musical, porém como estética artística duraria mais se transformando, posteriormente, em estilo rítmico dos mais importantes para nossa MPB.
Enquanto o Iê Iê Iê se fazia audível havia tempo ainda para surpresas agradáveis, como foi o caso do obscuro grupo Os Nucleares. 
O competente conjunto era integrado por Marcus Marcello Gullo, o "Pluto", Guitarra solo, Carlos Alberto Freitas Lemos, o "Mr Magoo", Baixo, João Batista Martina, o "Tinho" , Sax, Francisco Gullo, "Prof. Pardal", Órgão e Luiz Fernando, "Tico", Bateria e Ivanilton Lima Guitarra base e vocal.

Gravaram somente este LP, produzido por por Rossini Pinto com arranjos de Frankie Adriano (da dupla Tony e Frankie). Aliás, Ivanilton Lima mais tarde, nos anos 70, adotaria o pseudônimo de Michael Sullivan tendo depois integrado Os Selvagens com alguns membros remanescentes dos Nucleares. Gravaram três LPs e alguns compactos pelo selo Epic.
Michael Sullivan faria parte também do Renato e seus Blue Caps durantes algum tempo antes de explodir cantando em inglês com "My Life" em 1976. Sua consagração viria nos anos 80 como produtor musical e compositor de grande sucesso ao lado de Paulo Massadas.

Fabio




















FABIO
ODEON - 420.015
Rock - 1978


Faixas:
Lado A
01 - Você Queima Como Fogo (Fire, Baby I'm On Fire)

Lado B
02 - Venha

The Brothers




















THE BROTHERS
LEÃO DISC - CD 2009
Beat - Garage - 1968


Faixas:
Lado A
01 - Tema Dos Brothers
02 - Prontinho Pra Te amar

Lado B
03 - Brothermania
04 - Num Dia De Chuva

Código 90



















CÓDIGO 90
MOCAMBO - CS 1252
Garage - Beat - 1968


Faixas:
Lado A
01 - Não Me Encontrarás

Lado B
02 - Tempo Inútil

Puratan




















PURATAN
PURA - P.1296
Folk - Psych - 1984


Faixas:
Lado A
01 - Transações

Lado B
02 - Sali Su
03 - Não, Let Me Down

Arthur Rezende




















ARTHUR REZENDE
UAB - 001
Psych - 1977



Faixas:
Lado A
01 - Em Seu Corpo Eu Me Refaço  (Versão Diferente)

Lado B
02 - A Sua Fuga Não Vai Adiantar

Rock Horror Show




















ROCK HORROR SHOW
SOM LIVRE - 410.6005
Rock - 1975


Faixas:
Lado A
01 - Science Fiction (Lucelia Santos)
02 - O Anel De Noivado (Wolf Maia e Diana)
03 - Luz Na Casa De Frankenstein
04 - A Espada Da Morte
05 - Eu Te Faço Ser Homem

Lado B
06 - Nostalgia Rock'N'Roll
07 - Me Toque, Me Toque, Toque, Toque
08 - É Só Me Chamar Tudo Bem
09 - Eu Vou Partir
10 - Só O Amor Interessa


Na primeira metade da década de setenta, Londres borbulhava entre várias vertentes do Rock simultâneas que explodiam pela cidade. Hard-Rock, Progressive Rock e Glitter-Rock estavam entre as mais populares.
Essa mistura do Rock com a androginia e sob fortes referências de velhos filmes de ficção científica e terror das décadas de 1930 e 1950 principalmente, fez com que o autor/diretor australiano, Jim Sharman criasse o bizarro musical "The Rocky Horror Show" em parceria com o ator britânico, Richard O'Brien que compôs as músicas.
A estréia na Inglaterra se deu no Royal Court Theatre Upstairs em 19 de junho de 1973, mas logo mudou-se para um espaço mais badalado, o Chelsea Classic Cinema, na Broadway em New York, a estréia foi em 10 de março de 1975.
A sinopse do espetáculo misturou essas referências do cinema de terror e ficção científica, com o erotismo andrógino da estética do Glam Rock britânico

Trata-se da estória de dois jovens cientistas recém casados ( Janet Weiss e Brad Majors ), que a caminho de sua lua-de-mel, passam dificuldades por uma estradinha sob forte tempestade. Avistam um castelo e resolvem pedir socorro, usando o telefone...
Todos os clichês dos velhos filmes são usados, mas sob a égide do glitter Rock, onde o cientista maluco ( Dr. Frank-N-Furter ) dono do local é um travesti e seu mordomo e a governanta, igualmente lânguidos e macabros (Riff Raff e Magenta ).
Ele está dando vida à um homem (Rocky Horror), tal como o Dr. Frankenstein, e no castelo, o clima é o de um Cabaret berlinense dos anos vinte.
Para salvar o casal, aparece o Dr. Everett Von Scott (clara referência ao Dr. Van Helsing de Dracula). Mas Frank-N-Furter já havia seduzido os dois com seus joguetes sexuais.
No final, Frank-N-Furter, Riff Raff e Magenta revelam serem alienígenas do planeta "Transilvânia", da galáxia "Transsexual"e que a dança "Double Feature", era na verdade uma dança de acasalamento de seu planeta. Apesar dessa mistura de conceitos malucos, o espetáculo agrada aos fãs do glitter Rock, além de homenagear singelamente, os clássicos do cinema de horror e ficção científica.

No Brasil, a primeira montagem foi histórica.
O ator Rubens Corrêa dirigiu o espetáculo que tinha Eduardo Conde como o Cientista-travesti Frank-N-Furter e no papel do casal, Wolf Maia e Diana Strella cantora da Equipe Mercado.
Lucélia Santos fez Magela e Tom Zé interpretou o mordomo Riff Raff, o narrador maluco foi feito por Nildo Parente . A estréia foi no Rio de Janeiro em janeiro de 1975.
Eduardo Conde teve que deixar a montagem tempos depois, por problemas de saúde e foi substituído por Edy Star.
A peça foi montada em São Paulo no mesmo ano, com Paulo Villaça, Antonio Biasi e Lucia Turnbull, substituimdo alguns atores da 1ª montagem, que sairam.
A adaptação musical ficou a cargo de Zé Rodrix, Jorge Mautner e Kao Hossman, os musicos que tocam acompanhando Zé e os Atores são: Mario Jansen - Orgão e Mellotron, Didito Dias na Guitarra, Joca Moraes na Bateria, e Gae Galifi no Baixo. a Som Livre lançou um LP no mesmo ano com a trilha sonora cantada pelo elenco brasileiro.

O Terço




















O TERÇO
PHILIPS - 6069.050
Hard - Psych - 1972


Faixas:
Lado A
01 - Ilusão De Otica

Lado B
02 - Tempo É Vento

Banda de 7 Léguas




















BANDA DE 7 LÉGUAS
POLYDOR - 2171.002
Psych - 1971


Faixas:
Lado A
01 - Cabou Minha Mesada

Lado B
02 - Dia De Chuva

Lula Côrtes & Lailson




















LULA CÔRTES & LAÍLSON - Satwa
ROZENBLIT - LPP 005
Folk - Psych - 1973


Faixas:
Lado A
01 - Satwa
02 - Can I Be Satwa
03 - Alegro Piradíssimo
04 - Lia a Rainha da Noite
05 - Apacionata

Lado B
06 - Amigo
07 - Atom
08 - Blue do Cachorro
09 - Muito Louco
10 - Valsa dos Cogumelos
11 - Alegria do Povo


O disco "Satwa", e um trabalho de artistas sem vínculo com uma gravadora, até a estética deste trabalho, totalmente na contramão do que se lançava até então no mercado nacional.
 “Não tentamos a Rozemblit antes. Viajamos na ideia do disco e Lula e Kátia falaram com seu Zé Rozemblit, pra saber o custo de estúdio, prensagem e impressão de capa. Nunca encontrei seu Zé Rozemblit. Pra ele, acho que éramos só uns meninos malucos que haviam alugado a fábrica. Kátia conhecia mais ele, pois são da comunidade judaica e o pai de Kátia era muito conceituado”, conta Lailson.
Lula Côrtes e Laison entraram num estúdio de gravação no dia 20 de janeiro de 1973, quando começaram a aventura de Satwa.  O processo de criação de "Satwa" foram feitas no improviso, as músicas foram finalizadas dentro do estúdio de gravação, sem tempo de serem lapidadas. Laílson criava a harmonia numa viola de 12 cordas, Lula Côrtes fazia a melodia num tricórdio.

“Condições eram muito básicas. Se fizéssemos o overdub muito distante da mesa, dava delay. Mas era bem espaçosos e era muito legal. Era a primeira vez que eu entrava em um estúdio de verdade, só conhecia estúdio de televisão. Eu falei pra Lula, na época, que a gente estava fazendo História, porque era bem claro que uma maluquice daquelas era algo fora do comum e todo mundo que tinha ouvido a gente tocar lá na casa dele ou escutado as fitas que ele tinha gravado quando a gente tocava lá, ficava desbundado. Então, o termo folk psicodélico ainda não havia sido criado, era só música, um terceiro som resultante do encontro das escalas ocidentais e orientais como teorizávamos nos papos cabeça que rolavam continuamente” , conta Lailson.

O álbum contém dez faixas, todas instrumentais e foi gravado nos estúdios da gravadora Rozemblit durante alagamentos constantes na década de 70, as cheias foram destruindo aos poucos a estrutura da gravadora recifense.

"Acrescentaria o fato de que o texto do disco (títulos das músicas e o resto da ficha técnica) são as letras do disco. Explicando melhor: como não usaríamos letras, os títulos tinham que deixar clara a proposta psicodélica (ou hippie, ou underground, ou de contracultura) da obra. Daí que elas contam a história daqueles tempos como a Valsa dos cogumelos ou o Allegro Piradíssimo (que eu traduzi na versão americana para Allegro Freakoutissimo para passar a mesma ideia)", ratifica Lailson.
"Outras músicas, como Lia Rainha da Noite e Amigo, surgiam das conversas entre eu e Lula. Quando a gente fez Amigo, ele achava que a música era como se dois amigos estivessem se encontrando no meio da rua, um vindo de um lado, o outro do outro e começava o papo. E era isso mesmo. Cada vez que a gente tocava, era a mesma música, mas a conversa era diferente”.

Das dez faixas do álbum, só uma não tem apenas Lula Côrtes e Lailson. O blues do cachorro muito louco (grafado “blue” nos créditos do disco), com a participação de Robertinho do Recife, uma celebridade local, primeiro guitar hero do Recife: “O Blues do cachorro muito louco era blues no sentimento, nos uivos, Mad Dog mesmo, mas um Dog muito Crazy, não exatamente um blues no estilo. Mas com a guitarra de Robertinho ganhou muito, ficando bem o contraponto do lirismo do resto do disco”, finaliza Lailson.
 A capa e desenhos são de autoria de Lailson e foram impressas no próprio parque gráfico da Rozemblit. A pequena tiragem foi dividida entre eles que vendiam os exemplares pessoalmente, a produção deste álbum, quase artesiana, foi bancada pela produtora Abrakadabra, de Lula Côrtes e Kátia Mesel.

Brasil em Tempo de Rock




















BRASIL EM TEMPO DE ROCK
CONTINENTAL - 1.07.405.030
Psych - Hard - 1975


Faixas:
Lado A
01 - Bicho Do Mato - O Som Nosso De Cada Dia
02 - Lagoa Das Lontras - O Terço
03 - Epitafio - A Bolha
04 - Verde Vertente - Moto Perpétuo
05 - Dois Navegantes - Ave Sangria
06 - Xiqui Ri - Odair Cabeça De Poeta & Grupo Capote

Lado B
07 - Conto Contigo - Moto Perpétuo
08 - Dança O Atrevido - Sá & Guarabira c/ Marisa Fossa
09 - Razão De Existir - A Bolha
10 - Rock Do Elvis - O Terço
11 - Snegs De Biufrais - O Som Nosso De Cada Dia
12 - Fala - Secos & Molhados

Os Protons




















OS PROTONS
RCA VICTOR - 101.0122
Garage - Psych - 1972


Faixas:
Lado A
01 - Reza Ao Padre Cícero

Lado B
02 - Copacabana Zero Hora

Gal Costa




















GAL COSTA - Fa-tal: Gal a Todo Vapor
PHILIPS - 6349 020
Tropicalia - 1971


Faixas:
Lado A
01 - Dê um role
02 - Pérola negra
03 - Mal secreto
04 - Como 2 e 2

Lado B
05 - Hotel das estrelas
06 - Assum preto
07 - Bota as mãos nas cadeiras
08 - Maria Bethânia
09 - Não se esqueça de mim
10 - Luz do sol

Lado C
11 - Fruta gogóia
12 - Charles anjo 45
13 - Como 2 e 2
14 - Coração vagabundo
15 - Falsa baiana
16 - Antonico

Lado D
17 - Sua estupidez
18 - Fruta gogóia
19 - Vapor barato


Fa-Tal - Gal a Todo Vapor é um álbum ao vivo da cantora brasileira Gal Costa, lançado em 1971.
Era o auge do desbunde, Gal segurava o estandarte do movimento tropicalista coadjuvada por Waly Salomão (então sob a indentidade psicodélica de Sailormoon), Jards Macalé e Torquato Neto (em sua coluna do extinto jornal Última Hora). Waly dirigiu o show, cuja sigla emblema "Fa-tal" foi extraída de um poema de seu livro "Me segura que eu vou dar um troço", enquanto "A todo vapor" saiu de sua parceria "Vapor barato", fase morbeza romântica com Macalé, incluída no roteiro do show "Fatal", uma série de concertos que realizou no Teatro Tereza Raquel, no Rio de Janeiro.

A turnê foi considerada pela crítica como um marco na sua carreira, com um repertório que misturava rock, o som tropicalista, blues e samba ele traduz com perfeição o que se processava de novo na musica brasileira e como os intérpretes da época reviam ícones do passado. No caso de Gal ela passeava desde o samba tradicional de Geraldo Pereira, em "Falsa baiana" , até Ismael Silva no samba canção "Antonico". Mas o caldeirão de influencias é mais vasto ainda quando percebemos que ela não se deixa levar pelas críticas a alienação da Jovem Guarda e canta "Sua estupidez", de Roberto e Erasmo Carlos, além de uma nova geração de talentosos compositores que surgiam, interpretando canções de Luiz Melodia, "Perola Negra" , Moraes Moreira e Galvão em "Dê um role" , cujos versos iniciais, “não se assuste pessoa se eu lhe disser que a vida é boa” dá uma boa idéia do que rolava na cabeça dos ainda não famosos Novos Baianos, Jards Macalé em "Vapor barato" e "Mal secreto" , com Wally Salomão, e em "Hotel das estrelas" com Duda e "Luz do sol" de Carlos Pinto e Wally Salomão. Nessa mistura pós-tropicalista ainda tinham espaço, "Asa branca" de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e "Fruta gogóia" , do folclore baiano, Além de composições de Jorge Benjor com "Charles anjo 45" e Caetano Veloso em "Como 2 e 2", "Maria Bethânia", "Não se esqueça de mim" e "Coração vagabundo".

Em decorrência do sucesso de Fatal: Gal a Todo Vapor, a Philips decidiu transformar os registros do show em um álbum duplo, com projeto gráfico ousado, de Luciano Figueiredo e Oscar Ramos a partir de fotos de Edison Santos e do cineasta Ivan Cardoso.
 O resultado destas apresentações foi compilado em um álbum, que traz até ruídos e falhas do improviso.  o show foi dividido em duas partes, uma acústica com Gal e o violão em primeiro plano, outra bem mais energética, conduzida pelo Lanny Trio, uma usina de som formada por Lanny Gordin, guitar-hero da Tropicália, o baterista Jorginho Gomes, irmão de Pepeu, e Novelli no contrabaixo há também participações de Baixinho dos Novos Baianos, que tocou tuba.
No meio da temporada, Lanny foi convidado pelo Jair Rodrigues a viajar com com ele para o Midem, na França, junto com os Originais do Samba. Por isso, o Pepeu Gomes entrou em seu lugar o album registra apresentações dos dois guitarristas.
Gal recebeu a alcunha na época de musa do desbunde, o LP, e considerado o primeiro disco duplo da história da MPB.

Tom Zé




















TOM ZÉ - Grande Liquidação
ROZENBLIT - LP 50.010
Tropicalia - Psych - 1968


Faixas:
Lado A
01 - São São Paulo
02 - Curso Intensivo De Boas Maneiras
03 - Glória
04 - Namorinho No Portão
05 - Catecismo, Creme Dental E Eu
06 - Camelô

Lado B
07 - Não Buzine Que Eu Estou Paquerando
08 - Profissão De Ladrão
09 - Sem Entrada E Sem Mais Nada
10 - Parque Industrial
11 - Quero Sambar Meu Bem
12 - Sabor De Burrice


Tom Zé – Antonio José Santana Martins, compositor, cantor, performer, arranjador, escritor, nasceu em Irará, Bahia, em 11 de outubro de 1936.

Em Salvador, no curso secundário, se interessou por música e cursou por seis anos a Universidade de Música da Bahia, depois de  ter passado em primeiro lugar no vestibular. Essa escola excepcional contava com professores como  Ernst Widmer, Walter Smetak e Hans Joachim Koellreutter.
Ainda em Salvador, participou do espetáculo “Nós, Por Exemplo”, no Teatro Castro Alves. Já em São Paulo, participa de “Arena Canta Bahia”, musical dirigido por Augusto Boal, e da gravação do disco definidor do Tropicalismo, “Tropicália ou Panis et Circensis”, em 1968.

No mesmo ano (1968) leva o primeiro lugar no IV Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, com a canção São Paulo, Meu Amor.
Grava seu primeiro disco, “Tom Zé – Grande Liquidação”, que tematiza a vida urbana brasileira em música e texto renovadores. Em 1973 lança “Todos os Olhos”, cuja ousadia, só assimilada por crítica e público muito tempo depois, o afastou dos meios de comunicação mas o fez escutado pelos melhores ouvidos do País.