quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Jarbas Mariz - Transas do Futuro compacto de 1978

O cantor e compositor Jarbas Mariz iniciou sua carreira na Paraíba e vem desenvolvendo sua arte desde 1968, primeiro tocando nos conjuntos de baile “Pedras Rolantes” e "Os Selenitas" e depois defendendo músicas de outros compositores em festivais até assumir seu próprio trabalho.

Jarbas gravou seu primeiro disco solo, "Transas do Futuro", em 1977, pela Erla/Rauland. Em 1990 gravou, com Lula Côrtes, o Álbum Instrumental "Bom Shankar Bolenath" (Acordemo-nos Deuses e Deusas a nossa própria Divindade).

Iniciou seu trabalho em estúdio nas gravações de outros compositores e, já em 1974, participou do LP "Paêbiru", de Zé Ramalho e Lula Côrtes. Em 1980, além da gravação instrumental, fez todos os arranjos de base de viola de 12 cordas do segundo LP de Cátia de França - "Estilhaços" - CBS. Participou também do álbum coletivo "Música da Paraíba Hoje - Vol. 1" (1982) com a música de sua autoria "Um certo pessoal".

Com a palavra; Jarbas Mariz...

"Transas do Futuro" foi meu primeiro trabalho autoral em disco.
O contato com a gravadora foi assim. por acaso. Em 1977, eu estava me restabelecendo de um acidente de carro e fui passar uma temporada, com mei irmão João Bosco, na cidade de Paragominas PA, onde ele morava.
Através dele fiquei sabendo que a gravadora Rauland- Erla (Em Belém/PA) estava selecionando trabalhos paragravar.

Eu tinha levado comigo uma fitacassete com algumas músicas gravadas ao vivo, do show "3 Aboios Diferentes" ( Jarbas Mariz, Zé Ramalho, Hugo Filho ( Huguinho) - Teatro Santa rosa - João Pessoa/PB 1975), e fui mostrar para os produtores José Ferreira (Diretor da gravadora) e Guilherme Coutinho. Este argumentou sobre a qualidade do trabalho e a importância de ter um artista com um estilo diferente de música no elenco da gravadora onde o investimento maior era na valorização dos ritmos Paraenses, e sugeriu que eles apostassem no projeto, arregimentassem músicos de Belém e gravassem o dico. E assim foi feito !

As canções desse Compacto Duplo foram retiradas da minha primeira leva de composições.

As letras retratam aquilo que eu lia, via, ou vivianaqueles momentos, com as referências que eu tinha na época. Talvez sejam ingênuas, mas são muito verdadeiras, porque elas trazem a simplicidade e a vontade de refletir sobre um mundo melhor e a importancia da natureza em nossas vidas.

A capado disco é o proprio retrato dos anos70. Foi feita por Baby, músico paraibano que tocou comigo durante muitos anos. E com pensamento em dias melhores, o disco foi batizado de...

"TRANSAS DO FUTURO".


Músicos:
Jarbas - Voz Craviola e Violão
Bob - Guitarra
Odorico - Guitarra
G. Coutinho - Piano Elétrico
Bosco - Orgão
Maizena - Baixo
Borracha - Bateria
João Moleque - Bateria
Zé macedo - Percussão
Lika - Flauta Transversal



JARBAS MARIZ - Transas do Futuro
ERLA - CSE 008
1975



Faixas:
Lado A
01 - Transas do Futuro
02 - Quero Jogar Cartas Com a Humanidade

Lado B
03 - Paragominas
04 - Merece Ser



Grupo Nozes - Compacto de 1978

Fundado por Carlos Alberto Ficagna em Chapecó, foi a primeira banda de rock da cidade a gravar um compacto em 1978 com composições proprias.

O Grupo Nozes foi influenciado por conjutos como Led Zeppelin, Black Sabbath, Pink Floyd, Black Man Tuner Overdrive, músicas que se aproximam do estilo rock progressivo.

Adilson Fernandes - Guitarra e Vocal
Carlos Ficagna - Contra Baixo
Tonny Amaral - Bateria
Cao - Piano


GRUPO NOZES
Estereo Som - 101 007
1978



Faixas:
Lado A
01 - Thermisa
02 - Escolha

Lado B
03 - Moto Viagem
04 - Decisões



MOPHO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Luiz Gonzaga Jr. - compacto de 1971

Gonzaguinha é filho do conhecido cantor e compositor, Luiz Gonzaga e nasceu no dia 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro. Herdou do pai o nome, Luiz Gonzaga Nascimento Filho e, como o pai, tinha o talento para a música. Sua mãe, Odiléia, era uma cantora e dançarina que morreu de tuberculose ainda muito moça, com apenas 22 anos de idade, deixando Gonzaguinha órfão aos dois anos.

Em função da dificuldade de seu pai para criá-lo, foi entregue a seus padrinhos, Seo Xavier e Dona Dina.

Durante seu período universitário entrou em contato com outros músicos novos como ele. Fez parte do grupo MAU (Movimento Artístico Universitário) junto com Ivan Lins, Dominguinhos, Aldir Blanc e César Costa Filho.

Participava de festivais e já começava a despontar pelas suas letras sempre com forte teor social. Aliás, essa era uma marca em sua carreira. Suas letras eram provocativas e, em virtude do regime militar, estava sempre tendo que driblar a censura.

Em 73 se apresentou no programa de Flávio Cavalcante e causou grande espanto pelo teor de suas música. Gonzaguinha era agressivo e irônico. Recebeu uma advertência da censura e muitas críticas, mas teve um lado positivo. Seu compacto que estava encalhado nas prateleiras foi rapidamente vendido. Começou aí a carreira de Gonzaguinha. Era um sucesso na Rádio Tamoio e logo veio a gravar seu primeiro long-play.



LUIZ GONZAGA JR.
Forma - C 07 005
1971



Faixas:
Lado A
01 - Felícia
02 - Por Um Segundo

Lado B
03 - Plano Sensacional
04 - Sanfona de prata



MOPHO

Aquarius Y Luiz Antonio - Brasil de 1973

Ruben Serrano Filho (Violão, vibes, vocals e percussão)
Raymundo Bittencourt (Bateria, vocals e percussão)
Bonfa Burnier (Guitarra, vocals e percussão)
Walmer Sendim (Baixo e percussão)
Leonardo Luz (Piano e percussão)
Erica Norimar (Lead vocals e percussão)
Luiz Antonio (Lead vocals)



AQUARIUS Y LUIZ ANTONIO - Brasil
BVCM-37263
1973



Faixas:
Lado A
01 - Dia 4 Dezembro
02 - Pais Tropical
03 - Madalena
04 - Marta Sar?
05 - Se Você Pensa ?
06 - Feitinha Para o Poeta

Lado B
07 - Sonho
08 - Que nem Jilo
09 - Nada Sera Como Antes
10 - Rosa Morena
11 - Agua de Beber



MOPHO

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sidney Miller - Linguas de Fogo de 1974

SIDNEY MILLER - Linguas de Fogo
Som Livre - 403 6037
1974



Faixas:
Lado A
01 - Cicatrizes
02 - Um Dia Qualquer
03 - Linguas de Fogo
04 - Dos Anjos
05 - Alô
06 - Pala Palavra
.
Lado B
07 - No Quarto Das Moças
08 - Som brasileiro
09 - Espera
10 - Alento
11 - Dois Toques



MOPHO

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Joyce - Encontro Marcado de 1969

JOYCE - Encontro Marcado
Philips - R 765.099 L
1969
Faixas:
Lado A
01 - Adam, Adam
02 - Encontro Marcado
03 - Bom Dia
04 - Copacabana Velha de Guerra
05 - Como Vai, Vai Bem ?
06 - Asa Branca
Lado B
07 - Longe do Tempo
08 - A Saudade Mata a Gente
09 - Preparando Um luminoso
10 - Pra Saber de Nada
11 - Caminho Pra Sol

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Odair Cabeça de Poeta e Grupo Capote de 1974

O Grupo Capote esteve em atividade durante a década de 1970. Criado pelo cantor e compositor Odair Cabeça de Poeta, também tocava às vezes em parceria com o músico Tom Zé. O repertório misturava ritmos tradicionais nordestinos, como o forró e o maxixe, com os instrumentos eletrônicos e a batida típicos dos grupos de rock, e sobretudo uma boa dose de humor nas letras.



Odair Cabeça De Poeta & Grupo Capote
Continental - SLP 10132
1974



Faixas:
Lado A
01 - Buxixo na Aldeia
02 - A Vida De Um Pescador
03 - Caminho Do G
04 - Abre Alas
05 - Moringa, Moringando

Lado B
06 - Teia de Aranha
07 - Paranuês
08 - Feriado
09 - Início
10 - Maria
11 - Picadeiro

MOPHO

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Paulo, Claudio e Mauricio - Compacto de 1972

Formado em 1971 pelos irmãos gêmeos Paulo Guimarães e Cláudio Guimarães,e por Maurício Maestro.Lançou, em 1972, o compacto duplo "Paulo, Cláudio e Maurício", produzido por Marcos Valle para a EMI-Odeon e contou em todas as faixas com a participação do baterista Gustavo Schroeter, no mesmo ano, assinaram a trilha sonora do filme "Quem é Beta ?", de Nelson Pereira dos Santos.Atuou até 1974, com composições próprias.


Paulo Guimarães (flauta e voz)
Cláudio Guimarães (guitarra e voz)
Maurício Maestro (baixo e voz)


PAULO, CLAUDIO E MAURICIO
ODEON - 7-BD 1273
Prog - 1972



Faixas:
Lado A
01 - Gato no telhado
02 - Pudim

Lado B
03 - Morais Acadêmicas
04 - Acordar, Acender

sábado, 27 de junho de 2009

Gal Costa - Compacto de 1968


Depois de problemas que os tropicalistas enfrentaram com a ditadura em razão do LP PANIS ET CIRCENCIS, o lançamento de LPs ficou congelado até entrada de 1969.

Gal Costa havia gravado seu 1º LP (NÃO IDENTIFICADO) nos meados de 1968, mas não pode lança-lo. A gravadora decidiu então colocar no mercado esse compacto, que ficou sendo assim, a 1ª gravação solo dela com o nome Gal Costa (havia gravado outro compacto em 1966 com o nome Maria da Graça e um LP de pouca repercussão em 1967 com Caetano Veloso).



GAL COSTA
PHILIPS - 441.426 PT
Tropicalia - 1968


Faixas:
Lado A
01 - Baby
02 - A Coisa Mais Linda Que Existe

Lado B
03 - Saudosismo
04 - Mamãe, Coragem



MOPHO

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nenzinho do Violão - O Som Do Silêncio compacto de 1983

O SOM DO SILÊNCIO

Ouça o Som do Silêncio dos mares
Dos ares, dos homens, da noite um açoite...
O Omkara que vibra o som do universo;
Explode na cidade uma bomba de neutron,
Transformando em câncer a chaga humana,
Destruindo o peito dos seres aflitos,
Ouça o som do silêncio, do amor transformando...
Ambição limitando o campo de ação do silêncio.

Nenzinho do Violão e Everaldo Portugal (Atchala)


Nenzinho do Violão - Guitarra, Violão, Viola, Vocal
Ruriah Duprat - Piano
Pié - Baixo
Turquinho - Bateria
Marco Bosco - Percussão
Alberto Marsicano - Cítara



NENZINHO DO VIOLÃO - O Som Do Silêncio
ARAVINDA - ACS 001/83
Folk - 1983


Faixas:
Lado A
01 - O Som do Silêncio

Lado B
02 - Felicidade Verdadeira



MOPHO

terça-feira, 9 de junho de 2009

Udiyana Bandha - Música das Esferas de 1982

Udiyana Bandha é um grupo musical do Planalto Central que, na perspectiva da Nova Era, apresenta uma fusão musical de melodias harmônicas que reúne várias tendências: ragas, kalimba e mantras da Índia, ritmos brasileiros do nordeste, batidas africanas, solos de guitarra, vocais elaborados, e efeitos multipercusivos.

O lirismo das letras explora a espiritualidade, a consciência ecológica, e o amor que jorra da cultura tântrica.

O Udiyana Bandha é formado por Marcelo Bernardes, Leal Carvalho, Chandra Lacombe, Thomas de Udiyana, Cláudio Vinícius, Luis Marcos e Gui Mendonça, músicos com diferentes formações unidos pelos ideais da "Cultura do Arco-Íris'.

Música das Esferas é um disco instrumental que foi primeiramente lançado como LP que o grupo gravou em 1992 nos estúdios da Transamérica, em São Paulo. Traz um lado meditativo com temas de sítaras e kalimbas, e uma parte celebrativa com temas inspirados em ritmos nordestinos, como o baião e o forró misturados as Ragas Indianas.



UDIYANA BANDHA - Música das Esferas
Transamérica - ?
folk - Hippie Instrum - 1992


Faixas:
Lado A
00 - Emanação
01 - Ragalaxia
02 - Libélula
03 - Coroação
04 - Kamala
05 - Kaliananda

Lado B
06 - Viola
07 - Raga
08 - Alquimia
09 - Tributo
10 - Elevação



MOPHO

Luli, Lucinha e o Bando - Flor Lilás compacto de 1972

Milhares de maravilhas
Milhões de risos no arRosa o céu, vermelho o mar
Brinca o vento nas colinas
Venham todos passear
Comigo lá na floresta encantada
Lá o azul é somente o azul
Lá o amor é tão simples
Há no lado de lá
Milhares de maravilhas

Floresta encantada
(Luli e Lucinha)

Luli e Lucinha se lançaram como dupla no último Festival Internacional da Canção alcançando o terceiro lugar com a música Flor Lilás.

Esse disco fazia parte do contrato dos finalistas e foi gravado com a participação de O Bando nas suas 4 faixas.
Constam do compacto:
Flor Lilás, de Luli, com arranjo de orquestra de Zé Rodrix e acompanhamento do grupo de rock paulista O Bando.
O Rato Roeu, de Luli e Lucinha, apenas com as vozes e violões das duas.
Floresta Encantada, de Luli e Lucinha, com seus violões e arranjo de Zé Rodrix.
Dourado da Manhã, com acompanhamento de O Bando.

Essa é uma parceria da dupla com Luiz Fernando Borges da Fonseca, também autor da foto da capa do compacto.
Apreciem ao maximo este compacto ele faz parte dos discos da cabeçeira de minha cama !!!



LULI, LUCINHA E O BANDO - Flor Lilás
Sigla/Som Livre - 7 SD 06
Folk - Psych - 1972


Faixas:
Lado A
01- Flor Lilás
02- O Rato Roeu

Lado B
03- Floresta Encantada
04- Dourado Da Manhã



MOPHO

terça-feira, 5 de maio de 2009

Equipe Mercado - Compacto de 1971



Grupo de rock formado por Diana (voz), Leugruber (guitarra), Ricardo Ginsburg (guitarra), Stul (violão, baixo, piano e voz), Carlos Graça (bateria) e Ronaldo Periassu (percussão) em 1970 na cidade do Rio de Janeiro, tendo como influência maior o rock psicodélico dos anos 60.


Lançou em 1971 um compacto simples com as músicas "Os campos de arroz" e "Side b rock", encerrando suas atividades no ano seguinte, e apenas dois compactos simples, o que soma um conjunto de apenas cinco músicas. E uma participação no LP "Posições"





EQUIPE MERCADO
FORMA - 100-014
Psychedelic - 1971


Faixas:
Lado A
01 - Os campos de arroz

Lado B
02 - Side "B" Rock


MOPHO

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tim Maia Racional e Coro Racional - Compacto de 1976

Marcado pela devoção a uma religião. Ele parou de usar drogas, só usava branco e até renomeou sua banda (que também tinha que tingir seus instrumentos de branco).

Na década de 70 em contato com a ideologia Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho, um "guru" da ufologia, quando lançou, (1975), os álbuns Tim Maia Racional, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (palavra "amores" ao contrário e abreviação do próprio nome "Sebastião Rodrigues Maia").

São considerados por muitos os melhores LP's de Tim Maia, com grandes influências de funk e soul e pelo fato de que nesta época Tim Maia manteve-se afastado dos vícios, o que refletiu na qualidade de sua voz.

Sebastião Rodrigues Maia entrou de cabeça na Cultura Racional entre 1974 e em 1976, percebeu que o “mestre espiritual” Manuel não correspondeu ao ideal de um mestre. 'desencantou-se' e retirou os discos do mercado, largando a finalização das novas composições gravadas no estúdio Somil no Rio de Janeiro.

O compacto traz Tim Maia Racional e Coro Racional em quatro faixas no estilo marchinhas de carnaval.

Intitulado de verdadeiro "Racional 3".




TIM MAIA - Tim Maia Racional e Coro Racional
SEROMA - C.D. 0002
1976




Faixas:
Lado A
01 - Brasil Racional
02 - Do Nada Ao Tudo

Lado B
03 - Minha Felicidade Racional
04 - O Grão Mestre Varonil




MOPHO

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fagner - Compacto de 1972

Com o lançamento do "Disco de Bolso" a imprensa começou a divulgar mais intensamente o nome de Raimundo Fagner "o cearense que já havia sido gravado por Elis Regina".
O cordão umbilical incomodava, mas naquele momento era necessário. Pouco tempo depois, Raimundo Fagner foi contratado pela gravadora Philips/Phonogram, uma das grandes companhias da indústria fonográfica.

Enquanto preparava o repertório para o seu disco de estréia na Philips, decidiu participar do Festival Internacional da Canção que aconteceria em setembro de 1972.

A gravadora deu total apoio, inclusive com o Departamento de Imprensa à sua inteira disposição, distribuindo para os jornais do eixo Rio-São Paulo um press-release anunciando para breve o lançamento do primeiro compacto duplo e sua participação no FIC, tudo isso em menos de um ano no Rio de Janeiro:

"Antes que o chamado 'grande público' tomasse conhecimento da existência de Fagner... Elis Regina, Ronaldo Bôscoli, Ivan Lins, Roberto Menescal, Quarteto em Cy, ‘estavam amarrados no menino'. E com o talento que levou-o a conquistar cinco prêmios em festivais universitários, em Brasília, prêmios de arranjos e interpretação, inclusive, bastava só o impulso, um empurrãozinho para ele chegar 'lá em cima' .

E sentindo 'que as coisas estavam prometendo no Rio', aqui ele aportou há quase um ano, esperando dar seqüência à carreira vitoriosa iniciada em 1968, no IV Festival Cearense de Música Popular. A Philips também acreditou no compositor-cantor Fagner, tanto que deverá sair no final de 72 o seu primeiro compacto duplo. E entre as músicas nele incluídas, Cavalo Ferro, Fim do Mundo e Amém, Amém, está Quatro Graus, música que Fagner defenderá no palco do Maracanãzinho".

O VII FIC começou a acontecer em setembro de 1972, com a perspectiva de resgatar um pouco da credibilidade perdida nos festivais anteriores. Primeiro, a Globo contatou Solano Ribeiro, produtor tarimbado dos Festivais da Record e depois formou um corpo de jurados, composto de jornalistas e músicos experientes, entre estes, Sérgio Cabral, Júlio Medaglia, César Camargo Mariano e Roberto Freire. Mas o sucesso tão esperado, não aconteceu.

O VII FIC foi vencido por Maria Alcina cantando Fio Maravilha, de Jorge Ben. Em segundo lugar ficou Diálogo, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, cantada por Tobias e Cláudia Regina.
Embora descontente, Raimundo Fagner não se importou com a desclassificação de Quatro Graus no FIC. Ele mesmo havia dito em entrevistas que não queria ganhar e sim que as pessoas ouvissem e cantassem o seu trabalho. Sua meta naquele momento era o lançamento do seu primeiro compacto duplo.

A gravadora Philips embora não estivesse satisfeita com o resultado do FIC, lançou logo após a final do festival o compacto duplo de Raimundo Fagner com as músicas Fim do Mundo (Fagner e Fausto Nilo), Cavalo Ferro (Fagner e Ricardo Bezerra), Quatro Graus (Fagner e Dedé) e Amém, Amém (Fagner), afinal, com contrato assinado, era preciso prepará-lo para o primeiro elepê.
O compacto duplo contou com o acompanhamento entre outros, de Ivan Lins e de Luís Cláudio. Das músicas do disco, Cavalo Ferro e Quatro Graus são as mais antigas. Foram compostas em 1970 em Fortaleza, com Raimundo Fagner já morando em Brasília.

Cavalo Ferro saiu com uma menção honrosa do Festival de Brasília em 71 e, Quatro Graus foi desclassificada no VII FIC. Além de figurar no primeiro compacto duplo de Raimundo Fagner a música Quatro Graus também participou de um compacto simples na época do FIC (Philips, 1972 No. 6069.057).

No outro lado do disco Renato Teixeira, também participante do Festival, interpretava O Marinheiro.




FAGNER
Philips/Polygram - Nr. 6245.017
Folk - Psychedelic - 1972

Faixas:
Lado A
01 - Cavalo Ferro
02 - Fim do Mundo

Lado B
03 - Quatro Graus
04 - Amém, Amém

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mandala de 1976

Zeca Assumpção, Roberto Sion, Nelson Ayres, Nestico, Nivaldo Ornelas.

Esses músicos formavam um grupo que tocava num Camping Club, chamado "Caracol" às margens da represa de Guarapiranga, nos fins de semana. Isso foi por volta de 1967 e 1968. Algum tempo depois, Zeca, Sion e Nelson foram cursar a renomada "Berklee College of Music", em Boston (USA), de onde retornaram por volta de 1971.

Luiz Roberto Oliveira, que também estava com eles nos Estados Unidos e voltou trazendo o primeiro sintetizador ARP de que se tem notícia, para o Brasil. Ao chegarem de volta, com várias idéias e composições, formaram um novo grupo, "Mandala".

Aquelas coisas indianas estavam na moda, Yoga, Macrobiótica, a escolha do nome teve um pouco a ver com isso. Experimentando algumas adaptações e arranjos que tivessem um colorido próprio, procurando fugir das influências mais óbvias, da bossa e do jazz tradicional, mas sem tolher a criatividade, e isso resultou em alguns shows e numa sessão de estúdio, que anos mais tarde foi trilha de um filme e rendeu uma tiragem de Lp's pelo selo Morrisom.

Bateria, percussão: Zé Eduardo Nazario
Violão, sintetizador: Luiz Roberto Oliveira
Piano: Nelson Ayres
Baixo: Zeca Assumpção
Flauta, sax: Roberto Sion



MANDALA
MORRISON - MF 321
1976, gravado em 1971


Faixas:
Lado A
01 - Pitha'ta
02 - Alga
03 - Matilho

Lado B
04 - Estilingue
05 - Nadava
06 - El Bayon

Airto Moreira - Natural Feelings de 1970

Airto Guimorvan Moreira baterista, percussionista e compositor brasileiro.

Com seis anos de idade entrou para a Rádio Ponta-Grossense, de Ponta Grossa PR, como cantor, estudando em seguida piano, violino e bandolim como bolsista da academia de música da cidade.

Em 1954 tornou-se profissional, contratado pelo conjunto Jazz Estrela, seguindo dois anos depois para Curitiba PR, onde trabalhou como crooner de boate. Em 1958 trabalhou nas boates das docas de Santos SP, mudando-se depois para São Paulo SP, onde foi contratado como percussionista de Guimarães e seu Conjunto, ao mesmo tempo atuando como cantor e baterista numa boate.

Em 1962 integrou como baterista, o então organizado conjunto Sambalanço Trio, ao lado de César Camargo Mariano (pianista) e Humberto Claiber (baixista).

Como percussionista, tomou parte ainda no Quarteto Novo, com Heraldo (viola e guitarra), Teo de Barros (contrabaixo e violão) e Hermeto Pascoal (flauta).

Em 1970 já havia gravado o disco Natural Feelings, pela Buddah Records, e no ano seguinte gravava, com Miles Davis, Miles Davis at Fillmore. Saindo do conjunto de Miles Davis, ficou dois anos com Chick Corea no conjunto Return to Forever e formou em seguida seu próprio conjunto, Fingers.


Percussão, Bateria, Vocals: Airto Moreira
Vocals: Flora Pulmer
Guitarra: Sivuca
Orgão, Harpischord, Piano, Flauta: Hermeto Pascoal
Baixo: Ron Carter
Producers: Bob Small & Gary McFarland




AIRTO MOREIRA - Natural Feelings
BUDDHA RECORDS - BDS-21-SK
1970




Faixas
Lado A
01 - Alue
02 - Xibaba (She-Ba-Ba)
03 - Terror
04 - Bebe

Lado B
05 - Andei
06 - Mixing
07 - The Tunnel
08 - Frevo
09 - Liamba





segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Raul Seixas - Krig-Ha, Bandolo de 1973

Raulzito nasce em 1945, no dia 28 de junho. Filho de Raul Verella Seixas e Maria Eugênia Santos Seixas. Pai engenheiro e mãe dona de casa. É registrado como Raul Santos Seixas. Raul por causa do pai, e do avô paterno. Seu avô era Raulzão, o pai Raul, ele Raulzito , e dizia que se tivesse um filho homem, sem duvida, seria Raulzitinho. Quando Raul tinha três anos de idade nasce seu único irmão, Plínio Santos Seixas.

Em 1957 a família se muda para uma casa ao lado do Consulado Americano, com isso Raulzito tem muito cedo contato com o Rock and Roll, e aprende inglês também muito cedo. Pouco depois, junto de Waldir Serrão, animador de festas da época, monta o primeiro fã-clube de Elvis Presley, o Elvis Rock Club.

Em 1971, com Paulo Coelho no mês de setembro fundaram a Sociedade Alternativa, que se originou a partir de divagações místico-filosóficas da dupla, que procurava, cada um à sua maneira, um caminho que não fosse o oferecido pelo establishment. Como base desses pensamentos, ganhou força entre os dois a obra de um dos maiores estudiosos do ocultismo do século XX, Aleister Crowley.

"Crowley nasceu na Inglaterra em 1875, considerado uma das maiores autoridades esotéricas de nosso tempo era um menino prodígio, aos 4 anos de idade lia a Bíblia em voz alta. Passou a vida estudando as denominadas ciências ocultas e deixou uma vasta obra teórica, onde tenta mostrar como desenvolver e entrar em contato com a energia interior e usá-la produtivamente para modificar por completo a vida. Ele procurou desenvolver essa energia através de ritos sexuais, mas que só seriam totalmente liberadas com a chegada da Nova Era, período em que as leis sociais seriam definitivamente rompidas para que todos pudessem finalmente viver em plenitude. Para desvincular-se de preconceitos religiosos, Crowley se auto-intitulava a Grande Besta 666, e durante toda a sua vida lutou para popularizar o esoterismo revelando, por diversas vezes, segredos de seitas fechadas, afirmando que o conhecimento é livre, e assim deve permanecer."

Em 73 , lança dois LPs , um seguido do outro, "Os 24 maiores sucessos da era do rock" produzido por Roberto Menescal e Nelson Motta, com grandes sucessos de rock and roll. Todos os arranjos eram de Jay Vaquer e a gravação era com o conjunto FEIN, mas nenhuma música de autoria de Raul. Seu nome não aparece na capa , pois este disco era um teste.

Em seguida lança seu primeiro LP Solo, Krig-Ha, Bandolo também com o conjunto FEIN . Este com músicas escritas por Raulzito e Paulo Coelho.

Durante os shows é distribuído gibis , de nome Manifesto Krig-Ha, com mensagens da Sociedade Alternativa. A policia não gosta nada disso e recolhe todos os gibis. Também recolhe Raul Seixas e o exila do Brasil, mandando-o para os Estados Unidos. Muitas histórias são contadas sobre sua estadia nos Estados Unidos, como seu encontro com Jerry Lee Lewis, com John Lennon, mas ninguém sabe ao certo se são verdadeiras , Raul dizia que sim, porém Ângela Costa declara em entrevista que essas histórias são fantasiosas.

Krig-Ha, Bandolo - O título faz referência a um grito de guerra de Tarzan, conhecido à época nas revistas em quadrinhos da EBAL. A edição original traz encarte ilustrado por Adalgisa Rios com letras das músicas, músicos participantes e dedicatória.

MANIFESTO

O texto que segue abaixo está no manifesto/gibi A Fundação Krig-Ha, , distribuído no primeiro show de Raul em SP em 1973. Escrito por Raul e Paulo Coelho, entre outras pessoas, esse manifesto lança a idéia de Sociedade Alternativa. No ano seguinte, todas as cópias desse manifesto seriam recolhidos pela Polícia Federal e queimados como "material subversivo". Raul foi preso e torturado pelo "Dops" e é "convidado" a se retirar do país, retornando ao Brasil pouco mais tarde devido ao sucesso de seu disco "Gita"

Prefácio

Nós vos saudamos, Maria. Nós Vos Saudamos José. E nós saudamos os artistas brasileiros que tiveram o silêncio do resto do mundo quando seus trabalhos e seus corpos foram censurados, mutilados desaparecidos.

Manifesto

1 - O espaço é livre. Todos tem direito de ocupar seu espaço.
2 - O tempo é livre. Todos tem que viver em seu tempo, e fazer jus as promessas, esperanças e armadilhas.
3 - A colheita é livre. Todos tem direito de colher e se alimentar do trigo da criação.
4 - A semente é livre. Todos tem o direito de semear suas idéias sem qualquer coerção da INTELEGENZIA ou da BURRICIA.
5 - Não existe mais a classe dos artistas. Todos nós somos capazes de plantar e de colher. Todos nós vamos mostrar ao mundo e ao Mundo a nossa capacidade de criação.
6 - "Todos nós" somos escritores, donas-de-casa, patrões e empregados, clandestinos e careta, sábios e loucos.
7 - E o grande milagre não será mais ser capaz de andar nas nuvens ou caminhar sobre as águas. O grande milagre será o fato de que todo dia, de manhã até a noite, seremos capazes de caminhar sobre a Terra.

Saudação final do 11o manifesto.

Sucesso a quem ler e guardar este manifesto. Porque nós somos capazes. Todos nós, todos nós somos capazes.

Escrito por: Raul Seixas, Paulo Coelho, Sylvio Passos, Christina Oiticica, Toninho Buda, Ed Cavalcanti

Já no início dos anos 70, Raul já estava envolvido com questões metafísicas, religiosas, existenciais e políticas, raramente compreendidas pelo público comum.

E Krig-Ha, bandolo! pôes a nu todas essas questões, embaladas por rítmos e sonoridades herdadas de sua infância, onde já estava em evidência a mistura de Luiz Gonzaga com Elvis Presley, Arthur "Big Boy" Crudup com Jackson do Pandeiro; Místicos e mitos históricos: Jesus Cristo, Buda, Aleister Crowley; Egito; Al Capone; Candomblé-África; Apocalípse; discos voadores.
O cotidiano brasileiro estava expresso em metáforas e questionamentos que até hoje fazem sentido. Para a feitura do álbum, Raul junta-se a um escritor igualmente inquieto, Paulo Coelho, com quem comporia músicas que elevaram Rauzito a uma posição tal, que jamais será sobrepujada por outro nome.

O disco abre com uma gravação caseira de Raul quando criança, um rock, no qual o menino já demonstra certa irreverência. Logo a seguir vem Mosca Na Sopa, um recado direto a certos tipos de conservadorismo.

Krig-Ha, Bandolo! deu a Raulzito a fama, o conhecimento nacional, além de muitos problemas pessoais e políticos.


Os Músicos:
Baixo: Paulo Cézar Barros - Alexandre
Bateria: Pedrinho / Bill French / Mamão
Guitarra: Raul Seixas / Jay Vaquer
Piano: Miguel Cidras / José Roberto
Teclados: Luis Paulo - Miguel Cidras Rivas
Berimbau: Paulinho Batera
Banjo: José Menezes
Pandeiro: Mazola



RAUL SEIXAS - Krig-Ha, Bandolo
Philips - 6349.078 B
Rock - 1973




Faixas:
Lado A
01 - Introdução
02 - Mosca na Sopa
03 - Metamorfose Ambulante
04 - Dentadura Postiça
05 - As Minas do Rei Salomão
06 - A Hora do Trem Passar

Lado B
07 - Al Capone
08 - How Could I Know
09 - Rockixe
10 - Cachorro Urubu
11 - Ouro de Tolo




MOPHO

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Os Minos - Compacto de 1966

Os Minos abrigava em sua formação dois ícones da guitarra brasileira Luciano Souza e Pepeu Gomes, na época contrabaixista. Completavam a formação, Ricardo Souza, irmão de Luciano, na guitarra-base, e o baterista Jorge Gomes, hoje músico de Gilberto Gil.

Considerado pela revista americana Guitar World como um dos dez melhores guitarristas do mundo na categoria "world music", Pepeu aprendeu a tocar violão ainda cedo em sua cidade natal. Aos onze anos ingressou em uma banda, chamada "Los Gatos" e, aos quatorze anos, participou da banda "Os Minos."




OS MINOS
COPACABANA - 646
Beat - 1966




Faixas:
Lado A
01 - Vem Meu Bem

Lado B
02 - Aprenda A Amar




segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Beat Boys - Compacto de 1967

Famosos por acompanharem Caetano Veloso no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967, com a música Alegria, Alegria, a banda Beat Boys era composta de um misto de músicos brasileiros e argentinos radicados em São Paulo.

Com Tony Osanah na guitarra e vocal, Cacho Valdez na guitarra, Toyo no órgão, Willie Verdager no baixo e Marcelo Frias na bateria, eles escandalizaram os puristas (assim como a apresentração de Gilberto Gil e Os Mutantes em Domingo no Parque) ao misturarem pela primeira vez rock e MPB em um festival de música popular.

Em 1968 a banda participa da comédia musical Jovens prá Frente, interpretando o clássico Abre, Sou Eu.




BEAT BOYS
RCA VICTOR - LC 6377
Beat - 1967




Faixas:
Lado A
01 - Abre, Sou Eu (Abre, Soy Yo)

Lado B
02 - Canudinho (Bony Moronie)




MOPHO

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

O Têrço - Compacto de 1971

O Terço formada no Rio de Janeiro em 1968 por Jorge Amiden (guitarra), Sérgio Hinds (baixo) e Vinícius Cantuária (bateria). A banda começou tocando rock clássico mais logo tendeu ao rock progressivo e ao rock rural e MPB caracterizando o som e a diversidade musical da banda.

Segundo o guitarrista Sérgio Hinds (único membro presente em todas as formações da banda), a palavra terço foi escolhida como nome da banda porque é uma medida fracionária que corresponde a três ou a "terça parte de alguma coisa", como num rosário. O Terço caiu como uma luva devido a primeira formação da banda, que era a de trio (guitarra, baixo, bateria). Inicialmente, o nome escolhido tinha sido "Santíssima Trindade", mas para evitar atritos com a Igreja Católica, foi adotado "O Terço".





O TERÇO
FORMA - C 07 007
Psychedelic - Progressivo - 1971



Faixas:
Lado A
01 - O Visitante
02 - Adormeceu

Lado B
03 - Doze Avisos
04 - Mero Ouvinte
05 - Trecho da Ária Extraída da Suíte em Ré Maior (Bach)


Os Minos - Compacto de 1967

Os Minos abrigava em sua formação dois ícones da guitarra brasileira Luciano Souza e Pepeu Gomes, na época contrabaixista. Completavam a formação, Ricardo Souza, irmão de Luciano, na guitarra-base, e o baterista Jorge Gomes, hoje músico de Gilberto Gil.

Considerado pela revista americana Guitar World como um dos dez melhores guitarristas do mundo na categoria "world music", Pepeu aprendeu a tocar violão ainda cedo em sua cidade natal. Aos onze anos ingressou em uma banda, chamada "Los Gatos" e, aos quatorze anos, participou da banda "Os Minos."




OS MINOS
COPACABANA - 683
Beat - 1967



Faixas:
Lado A
01 - Febre de Minos

Lado B
02 - Fingindo Me Amar




Secos & Molhados - Compacto de 1975

Secos & Molhados foi uma banda, criada pelo compositor João Ricardo em 1971. Canções do folclore português, como "O Vira", misturadas com a poesia de Cassiano Ricardo, João Apolinário, Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa, entre outros, fizeram do grupo um dos maiores fenômenos musicais do Brasil.

O nome foi criado por João Ricardo, quando, nas proximidades de Ubatuba, em um dia chuvoso, viu uma placa de armazém balançando anunciando o tema "Secos e Molhados". Isto lhe chamou a atenção, e antes mesmo do surgimento da banda, surgiu a idéia do nome e alguns outros conceitos que a consistiriam foram se formando...



SECOS & MOLHADOS
CONTINENTAL - 1-01-201-071
Progressive - 1975



Faixas:
Lado A
01 - Flores Astrais
02 - Assim Assado

Lado B
03 - Tercer Mundo
04 - O Patrão Nosso De Cada Dia




MOPHO

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Som Beat - Compacto de 1967

A história do grupo Som Beat começa em 1965 quando eles tocavam nas docas de Santos e são descobertos pelo guitarrista Gato (The Jet Black’s) que em seguida os levam para apresentações nas boates da Rua Augusta, no centro de São Paulo.

Gato também foi responsável por levá-los a RCA, onde gravaram seu único compacto, lançado em 1967. O compacto continha uma versão, bem executada, para My Generation do The Who no lado B e no lado A Sou Tímido Assim, versão em português para Listen People do Herman’s Hermits.

Integravam a banda o guitarrista e vocalista mineiro José Aroldo Binda, Vicente Ferrer Juan (o Fafá) também na guitarra e vocais, José Carlos Pereira no baixo e Norival na bateria. Ainda participaram do grupo Antônio Lourenço Portella e Dartagnan.

Considerados os Yardbirds paulistanos e uma das melhores bandas de São Paulo dos anos 60, o Som Beat tem sua curta história perpassada por uma lenda. Reza a lenda que teriam gravado um Lp ao vivo no Estúdio Scatena, jamais lançado pela RCA, com diversos covers, entre eles Nobody But Me do Human Beinz.

Outra fonte fala ainda da existência de uma fita demo, produzida pelo radialista Carlos Alberto Sossego com covers para Nobody But Me e Com'n Up. O pessoal da revista virtual Senhor F teve o prazer de ouvir essa fita, já o LP não se sabe se realmente existiu, pois ninguém o viu ou escutou.

O Som Beat ainda pode ser conferido acompanhando Nichollas Mariano, ex-mordomo de Roberto Carlos, na gravação da canção Não Adianta Nada contida num compacto lançado pela Continental em 1967.

Agradecimentos Teen Trash



SOM BEAT
RCA VICTOR - LC 6293
Garage - 1967



Faixas:
Lado A
01 - My Generation

Lado B
02 - Sou Tímido Assim





MOPHO

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Os Monges Hippie - Compacto de 1967

OS MONGES HIPPIE
Codil - Sem Nº
Hippie Rock - Beat - 1967



Faixas:
Lado A
01 - Esperando o Amor

Lado B
02 - Toda a Paz Deste Mundo




MOPHO

The Silver Jets - Compacto de 1966


Em meados dos anos 60, Pernambuco perdia um engenheiro e ganhava um artista. ainda estudante do curso Científico, Reginaldo Rossi e alguns amigos (entre eles Fernando Filizzola, que nos anos 70 seria um dos fundadores do Quinteto Violado) fundaram um dos primeiros conjuntos de rock do Nordeste, os Silver Jets.

Sem falsa modéstia, Reginaldo Rossi diz que os Silver Jets foram para o Nordeste o mesmo que os Beatles para o restante do mundo (sic). Era o grupo que acompanhava os ídolos do iê iê iê de passagem pelo Recife, que tocava nas mais finas casas noturnas da cidade .

Entre os que o Silver Jets acompanhou esteve, obviamentem Roberto Carlos




THE SILVER JETS
MOCAMBO - 1154
Beat - 1966



Faixas:
Lado A
01 - Você Gosta deMim

Lado B
02 - Linda Menina




MOPHO

The Maskers - Compacto de 1966


THE MASKERS que já fazia um relativo sucesso em bailes na capital (SP), isso foi no inicio de 1966.

Eles foram capa do volume 1 da coletânea gringa Hearts of Stone, dedicada as obscuridades garageiras do Brasil.

Gravaram somente dois compactos, este lançado pela Continental em 1965 e outro pela Chantecler, que continha a música Veja Só. No compacto aqui postado temos basicamente versões. Vem é uma versão para Help dos Beatles feita por LENO e reflete os efeitos da British Invasion aqui no Brasil. É Difícil Esquecer é uma versão para You're My Baby, Don't You Forget It.

O compacto é de sonoridade mais beat do que garage.

Os MASKERS:
Sidney (órgão/piano elétrico);
Nenê (guitarra-base/vocais);
Edinho (bateria) ;
Bitão (guitarra-solo/vocais);
William (baixo),

Os MASKERS sem o Bitão ainda chegaram a fazer muitos bailes e utilizaram tambem o nome de Os Pantografos.




THE MASKERS
CONTINENTAL - 33-402
Beat - Garage - 1966



Faixas:
Lado A
01 - Vem (Help)

Lado B
02 - É Difícil Esquecer (You're My Baby And Don't Forget It)




MOPHO

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Rodger & Teti - Chão Sagrado de 1974

A história do LP "Chão Sagrado", assim como o início de carreira de Rodger, Téti e Ednardo em São Paulo, no início dos anos 70, está intimamente relacionada ao radialista, jornalista e produtor Walter Silva. Atualmente apresentando um programa na Rádio Cultura AM, Walter tem mais de 50 anos dedicados à MPB.

Em 1970, ele era o diretor artístico da Gravadora Continental e foi através dele que o disco "Meu corpo, minha embalagem, tudo gasto na viagem" foi gravado. Em 1973, Walter dirigia o programa da TV Record de São Paulo, "Mixturação".

Nesse programa Téti e Rodger se apresentavam, cantando, tocando e compondo.

Já em 1975, como produtor da RCA Victor, Walter Silva foi o coordenador artístico e o diretor de estúdio de "Chão Sagrado". A direção artística foi de Osmar Zan, coordenação de Marcelo Duran com arranjos e regência de Hareton Salvanini.

Nesse disco, Rodger incluiria a canção "Fox-Lore" que foi uma das finalistas do Festival Aqui, de 1969. "Chão Sagrado" é um marco na música do Ceará.



RODGER & TETI - Chão Sagrado
RCA VICTOR - 109.0015
Folk - 1974



faixas:
Lado A
01 - Bye-bye Baião
02 - Chão Sagrado
03 - Risada do Diabo
04 - Beco da Noite
05 - Rodoviária
06 -Fino Fio

Lado B
07 - Fox-Lore
08 - Siá Mariquinha
09 - Coroação
10 - Retrato Marron
11 - O Lago
12 - Amália




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Piti - Compacto de 1970

Em 1964, participou do espetáculo "Nós, por exemplo", que marcou a inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador, onde se apresentou ao lado de Caetano, Gal Costa, Maria Bethânia, Djalma Corrêa, Alcivando Luz, Fernando Lona e Gilberto Gil. Nesse ano, o grupo ainda apresentou, no mesmo teatro, o show "Nova bossa velha, velha bossa nova".

Nasci na chuva de um domingo, e só agora, sinto que as minhas pernas ficaram mais compridas que as do meu pai. E já a dôr se fêz ausente da cabeceira do meu peito de madeira.Ante os olhos, nego minha imagem retorcida, refletida no espélho, desprendendo cheiro de naftalina.Mas os insetos que passarem pela porta do portal, da sala do meu apartamento, não serão por mim atingidos...nem mortalmente feridos.

Piti
P.S.- O Pesô dos documentos fere a minha sensibilidade tambêm.

Agradecimentos ao meu amigo Célio Felício.
Valeu...



PITI
RGE - CD 80.278
Tropicália - Folk - Psychedelic - 1970



Faixas:
Lado A
01 - A Luta Contra As Latas
02 - Espuma Congelada

Lado B
01 - Hall
02 - Nono Andar




MOPHO

Papa & Indiano - Compacto de 1972

Os anos 70's foram anos de criatividade musical !!! Muitas bandas tentaram deixar registrado parte do que faziam na música brasileira. Como e o caso de Papa & Indiano !!!

Compacto produzido pela Copacabana em 1972 o interessante e que possui uma numeração da censura 005/SP, o destaque do Compacto fica com a música Camafeu que começa com uma guitarra enlouquecida !



PAPA & INDIANO
Copacabana - M 3617 B
1972



Faixas:
Lado A
01 - Colar de Ouro
02- Cabelos Soltos

Lado B
03 - Camafeu
04 - Capa de Revista



MOPHO

sábado, 13 de dezembro de 2008

Gal Costa de 1969

Gal Costa, nome artístico de Maria da Graça Costa Penna Burgos, (Salvador, 26 de setembro de 1945) é uma cantora brasileira.

Gal, de 1969 é o mais ousado disco da carreira de Gal Costa. Em nenhum outro momento a cantora repetiu o que ouvimos neste álbum. Gal, mais conhecido como o álbum psicodélico, a começar pela capa, com um desenho típico dos vôos sem céu do fim dos anos 1960.

Na contra capa aparece uma imagem desfocada da cantora, com o seu cabelo “juba de leão”, já anunciando a sua fúria. O momento é de raiva. Seus amigos e companheiros da Tropicália, Gilberto Gil e Caetano Veloso, após a prisão em dezembro de 1968, seriam libertados na quarta-feira de cinzas de 1969, sendo escoltados até Salvador, de onde partiriam em Julho para o exílio em Londres. Gal Costa ficava sozinha com a sua raiva.

Da menina bossa nova de “Domingo” (álbum de lançamento da sua carreira, em 1967) não resta nada. Suas interpretações e posturas, até então intimistas e contidas, tornam-se mais agressivas. A cantora junta-se a Jards Macalé e à guitarra de Lanny Gordin, o resultado é este álbum único, com apenas nove faixas, mas que não houve outro registro igual na música brasileira.



GAL COSTA
Philips - R. 765.098 L
Tropicália - 1969




Faixas:
Lado A
01 - Cinema Olympia
02 - Tuareg
03 - Cultura e Civilização
04 - País Tropical
05 - Meu Nome É Gal

Lado B
06 - Com Medo Com Pedro
07 - The Empty Boat
08 - Objeto Sim Objeto Não
09 - Pulsars e Quasars



MOPHO

Zapatta - Compacto de 1973

ZAPATTA
ODEON - S7B 698
1973



Faixas:
Lado A
01 - Fim da Picada

Lado B
02 - Fiesta Macabra



MOPHO

Gilberto Gil de 1969

No final de 1968, Gil se separa de Nana Caymmi, e acaba sendo preso, junto com Caetano Veloso, por desrespeitarem a bandeira (segundo os militares).

Seriam soltos no mês de fevereiro do ano de 1969, numa quarta-feira de cinzas, em Salvador. Nesse tempo convive com Rogério Duarte e o músico e filósofo Walter Smetak. Em março casa-se com Sandra Barreira Gadelha.

O seu terceiro Lp começou a ser gravado entre os meses de abril e maio, apenas gravando as vozes e o violão, por logo partir para o exílio em Londres, que perduraria até 1972. Os arranjos por cima das bases ficaram por conta do maestro Rogério Duprat.

Este disco foi o primeiro que Gil gravou com o guitarrista Lanny Gordin, que se tornaria um dos maiores guitarristas do Brasil. Outros ótimos músicos que participaram foi o baterista Wilson das Neves, o contrabaixista Sérgio Barroso e o pianista, organista e maestro Chiquinho de Moraes.

As pérolas deste album de 1969 são ''Aquele Abraço", ''Cérebro Eletrônico", ''2001" e ''Objeto Semi-Identificado", por exemplo.



GILBERTO GIL
Philips - R 765.087 L
Tropicalia - 1969



Faixas:
Lado A
01 - Cérebro Eletrônico
02 - Volks Volkswagem Blue
03 - Aquele Abraço
04 - 17 Léguas E Meia
05 - A Voz Do Vivo

Lado B
06 - Vitrines
07 - 2001
08 - Futurível
09 - Objeto Semi-Identificado




MOPHO

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Módulo 1000 - Não Fale Com Paredes de 1972

Som progressivo, altamente técnico, que, ao contrário das críticas, não deixava de manter o pé no rock e da psicodelia.

Em suas nove músicas, “Não Fale Com Paredes” é um exercício de criatividade instrumental que, hoje, pode-se nivelar aos melhores discos do gênero produzidos no exterior. “Turpe Est Sine Crine Caput”, cantada em latim, com um impressionante trabalho de guitarra, abre o disco mostrando o que vem pela frente. “Não Fale Com Paredes”, com letra de Vitor Martins (“Uma pessoa/É uma figura/É uma imagem/Numa moldura/Minha imagem quer sair do quadro/Dessa vitrine sem profundidade”), em clima de quase hard-rock à la Grand Funk Railroad, expõe a face mais pesada do grupo. E “Espelho” é uma viagem acústica, com vocais suaves, que lembra um pouco a sonoridade dos Mutantes.

Integravam o grupo carioca, os músicos:
Luiz Paulo Simas - (órgão, piano e vocal)
Eduardo - (baixo)
Daniel Cardona Romani - (guitarra)
Candinho - (bateria).



MÓDULO 1000 - Não Fale Com Paredes
Top Tape- TT 1000
Prog - Psychedelic - 1972



Faixas:
Lado A
01 - Turpe est sine crine caput
02 - Não fale com paredes
03 - Espêlho
04 - Lem-ed-êcalg

Lado B
05 - Olho por olho, dente por dente
06 - Metrô mental
07 - Teclados
08 - Salve-se quem puder
09 - Animália




MOPHO

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os Mutantes - Jardim Elétrico de 1971

No jardim elétrico!
No jardim elétrico!
No jardim, eu me ligo em você
Planto flores, mordo a fruta
Levo choques!

No jardim, eu me ligo em você
No jardim elétrico!
No jardim elétrico!

Jardim Elétrico
Arnaldo Baptista - Ritta Lee - Sérgio Diaz

Jardim Elétrico é o quarto álbum da banda brasileira Os Mutantes, lançado em 1971.
Cinco das músicas deste álbum deveriam ser lançadas no disco Tecnicolor.
Menos experimentalismo e mais guitarras marcam este disco lançado em 1971.
Liminha começava a dar as caras na banda.



MUTANTES - Jardim Elétrico
Polydor - 2.451.002
Tropicalia - 1971



Faixas:
Lado A

01 - Top Top
02 - Benvinda
03 - Technicolor
04 - El Justiciero
05 - It’s Very Nice pra Xuxu
06 - Portugal de Navio

Lado B
07 - Virginia
08 - Jardim Elétrico
09 - Lady, Lady
10 - Saravah
11 - Baby




MOPHO

sábado, 29 de novembro de 2008

Maria Bethânia - Recital na Boite Barroco de 1968

Maria Bethânia Vianna Telles Veloso nasceu geminiana no dia 18 de junho de 1946, em Santo Amaro da Purificação, cidade do Recôncavo Baiano. Filha de Seu Zeca Veloso, o "Onça", funcionário dos Correios e Telégrafos e de Dona Canô, a força transformadora da terra no pequeno corpo de mulher, nasceu no sobrado na Rua Direita, em cima do local onde seu pai trabalhava.

Desde criança, convivendo com os irmãos Rodrigo, Roberto, Caetano, Clara, Mabel, Nicinha e Irene, já demonstrava o que seria a sua marca definitiva - a força dramática, as atitudes apaixonadas, a determinação, a energia telúrica.

Queria ser atriz, subir ao palco para representar. Respirava, incentivada pelo fértil ambiente de casa, a mágica atmosfera da arte, a sensibilidade das pequenas grandes coisas da vida, a descoberta da leitura do mundo em suas cores, gestos, palavras e sons.

"Se uma cantora aprende a cantar e passa a cantar bem, muito bem, ela corre o perigo de cantar bem demais: ela corre o perigo de se tornar uma máquina de cantar, precisa e fria.
Isso não acontece apenas com o cantor, mas com todo tipo de artista - pintor, poeta, músico. Gauguin dizia: quando aprender a pintar com a mão direita, passarei a pintar com a esquerda, e quando aprender a pintar com a esquerda, passarei a pintar com os pés.
O cantor não tem tantas opções: seu risco é maior. Mas não entenda errado o que eu digo. Não estou dizendo que só quem não sabe cantar, canta bem.
Estou dizendo que cantar bem não é cantar correto, segundo se afirma que é correto.
Cantar bem é cantar como Bethânia canta: com calor da vida.
E por isso que ela diz:"Sei que desafino às vezes. Mas eu também desafino na vida."
Bethânia é aquele tipo de cantora que não deixa dúvida. A gente ouve e já sabe: uma intérprete excepcional. O que alguns discutem é se ela é ou não a maior cantora brasileira de hoje. Mas isso é uma discussão ociosa.
O que é indiscutível é que algumas de suas interpretações, de músicas atuais ou do passado, atingem aquele ponto definitivo que as torna insuperáveis.
Ninguém esquecerá jamais a Bethânia do Carcará como ninguém esquecerá também a Bethânia de Anda Luzia.
A estas se somam várias outras interpretações e neste disco mesmo podemos citar, apenas como exemplo, Se todos fossem iguais a você de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, ou a irônica recriação de Café Soçaite, para não falar em Baby , de Caetano Veloso, ou em Ele falava nisso todo dia, de Gilberto Gil.
Isso define uma grande capacidade de criar a interpretação definitiva, dentro de determinada época, das canções nacionais. Bethânia é uma cantora nacional, deste país, enraizada nele, e na multidão de vozes e cantos que exprimem a nossa vida destaca-se a sua, bela, já turva, já iluminada, que canta por todos nós. "


Ferreira Gullar
*Texto da Contra-Capa

Esse disco tem uma das melhores capas que já vi, psicodelismo e o tropicalismo, além, claro, do misticismo e magia aliados de Bethânia pois foi, Luiz Arthur Torres Jasmin que desenhou a capa.



MARIA BETHÂNIA - Recital na Boite Barroco
EMI - Smofb 3545
1968



Faixas
Lado A
01 - Marginália II
02 - Carinhoso - Se Todos Fossem Iguais A Você
03 - Último Desejo
04 - Camisa Listrada
05 - Marina
06 - O Que Tinha De Ser

Lado B
07 - Molambo
08 - Lama
09 - Pano Legal - Café Society
10 - Pé Da Roseira
11 - Ele Falava Nisso Todo Dia
12 - Baby
13 - Maria, Maria



MOPHO

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tropicalia ou Panis Et Circensis de 1968

O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968.

Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais.

Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A música brasileira pós-Bossa Nova e a definição da “qualidade musical” no País estavam cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas de movimentos ligados à esquerda.

Contra essas tendências, o grupo baiano e seus colaboradores procuram universalizar a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica. Ao mesmo tempo, sintonizaram a eletricidade com as informações da vanguarda erudita por meio dos inovadores arranjos de maestros como Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Damiano Cozzela.
Ao unir o popular, o pop e o experimentalismo estético, as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização não só da música, mas da própria cultura nacional.

Seguindo a melhor das tradições dos grandes compositores da Bossa Nova e incorporando novas informações e referências de seu tempo, o Tropicalismo renovou radicalmente a letra de música.

Letristas e poetas, Torquato Neto e Capinan compuseram com Gilberto Gil e Caetano Veloso trabalhos cuja complexidade e qualidade foram marcantes para diferentes gerações. Os diálogos com obras literárias como as de Oswald de Andrade ou dos poetas concretistas elevaram algumas composições tropicalistas ao status de poesia.

Suas canções compunham um quadro crítico e complexo do País – uma conjunção do Brasil arcaico e suas tradições, do Brasil moderno e sua cultura de massa e até de um Brasil futurista, com astronautas e discos voadores.
Elas sofisticaram o repertório de nossa música popular, instaurando em discos comerciais procedimentos e questões até então associados apenas ao campo das vanguardas conceituais.

Sincrético e inovador, aberto e incorporador, o Tropicalismo misturou rock mais bossa nova, mais samba, mais rumba, mais bolero, mais baião. Sua atuação quebrou as rígidas barreiras que permaneciam no País. Pop x folclore. Alta cultura x cultura de massas. Tradição x vanguarda. Essa ruptura estratégica aprofundou o contato com formas populares ao mesmo tempo em que assumiu atitudes experimentais para a época.

Discos antológicos foram produzidos, como a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis e os primeiros discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Enquanto Caetano entra em estúdio ao lado dos maestros Júlio Medaglia e Damiano Cozzela, Gil grava seu disco com os arranjos de Rogério Duprat e da banda os Mutantes.

Nesses discos, se registrariam vários clássicos, como as canções-manifesto “Tropicália” (Caetano) e “Geléia Geral” (Gil e Torquato). A televisão foi outro meio fundamental de atuação do grupo – principalmente os festivais de música popular da época. A eclosão do movimento deu-se com as ruidosas apresentações, em arranjos eletrificados, da marcha “Alegria, alegria”, de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.

Irreverente, a Tropicália transformou os critérios de gosto vigentes, não só quanto à música e à política, mas também à moral e ao comportamento, ao corpo, ao sexo e ao vestuário. A contracultura hippie foi assimilada, com a adoção da moda dos cabelos longos encaracolados e das roupas escandalosamente coloridas.

O movimento, libertário por excelência, durou pouco mais de um ano e acabou reprimido pelo governo militar. Seu fim começou com a prisão de Gil e Caetano, em dezembro de 1968. A cultura do País, porém, já estava marcada para sempre pela descoberta da modernidade e dos trópicos.



TROPICALIA - Panis Et Circenses
Philips - R 765.040 L
Tropicalia - Psychedelic - 1968



Faixas:
Lado A
01 -Miserere Nóbis
02 - Coração Materno
03 - Panis et Circensis
04 - Lindonéia
05 - Parque Industrial
06 - Geléia Geral

Lado B
07 - Baby
08 - Três Caravelas [Las Três Carabelas]
09 - Enquanto Seu Lobo não Vem
10 - Mamãe, Coragem
11 - Bat Macumba
12 - Hino do Senhor do Bom Fim




MOPHO

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rose de 1981

ROZE, cantora, baiana de Tucano, possuidora de um estilo próprio no ato de interpretar as canções que lhe tocam a alma, declara-se guiada por uma voz afinadíssima que vara o silêncio de seu interior catingueiro, impulsionando-a a cantar:

"O meu canto é uterino. A minha garganta apenas permite a passagem daquela voz que grita , lamenta e canta dentro de mim. Eu canto mesmo é pelo umbigo".

Roze iniciou suas apresentações públicas ao lado de Gereba no início da década de 70. Após várias participações em eventos no circuito universitário local e em teatros, estreou em disco participando do LP de Carlos Pita., "Águas de São Francisco", em 1979.

Naquele ano, a convite da mesma gravadora, lançou o seu primeiro LP solo, o "Acorde", trazendo basicamente compositores inéditos baianos.

Este LP teve seus destaques reproduzidos no compacto duplo "ROZE" em 1980, ano em que teve suas músicas incluídas no LP de Rolando Boldrim "Som Brasil", devido sua marcante presença no programa homônimo de rede nacional de televisão, e no LP da gravadora "Essas Mulheres", que reúne o melhor do "cast" feminino que por ela já passara. Tornou-se independente por vontade própria e produziu na Bahia o seu segundo LP solo "ROZE", lançado em 1984.

Naquele mesmo ano participou da "Semana da Bahia" em Luanda, Angola, representando as tendências nordestina da música baiana.



ROSE
Independente - WR 775
Folk - 1981



Faixas:
LadoA
01 - Dazibão?
02 - Xote da Pipira
03 - Fulô da legria
04 - Testamento do Velho índio
05 - Passagem
06 - Incelença pra Terra que o sol matou

Lado B
07 - O Pedido
08 - Acaru
09 - Aboio Apaixonado
10 - Coração Candombá
11 - A Estação
12 - Canudos



MOPHO

sábado, 22 de novembro de 2008

Chico Buarque - Construção de 1971

Na época do tropicalismo, segundo Chico Buarque ele estava aprendendo música.
Foi quando ele conheceu Tom, e começou a trabalhar com ele, fazer letras para ele e tomar contato com a riqueza do trabalho dele.

Tom foi lhe indicando o caminho, e com ele comprou seu primeiro piano.

O tropicalismo rompia com a bossa nova. E Chico não estava preocupado em romper com a bossa nova, pelo contrário, ele estava compondo com o Tom, que era o seu mestre.

Ele que se encontrava com o Gil e com Caetano frequentemente em reuniões no Rio, com o tropicalismo já armado no palco e apesar das ótimas relações com eles, Chico estava fora, e estava alheio...

Num certo momento, havia a necessidade, principalmente por parte da imprensa de São Paulo, que dava um apoio muito grande ao movimento tropicalista, de criar um antagonismo. Quer dizer, era um pouco como havia necessidade de se negar Noel Rosa quando se fez a bossa nova, havia necessidade de romper com um passado e um passado do tropicalismo, e o passado por um acaso era Chico Buarque, e quem não estava no tropicalismo era automaticamente classificado como inimigo.

E Chico junto a Edu Lobo, ficou sendo o adversário daquele movimento.

Em declarações a imprensa Chico disse que nunca se sentiu absolutamente um adversário do tropicalismo. E que não tinha nenhuma objeção básica ao que se fazia, que podia gostar daquela música, não gostar daquela outra, gostar menos do que eles estavam fazendo do que o que eles faziam antes, mas que ele não tinha objeção de ordem ideológica, nada disso.

Só que, de certa forma, foi afetado pelo movimento em torno do tropicalismo.

Ato Institucional Número 5, assinado no dia 13 de dezembro de 1968, reprimiu drasticamente os movimentos populares e a liberdade de expressão, reunião, tudo possível e imaginário que pudesse ser classificado como subversivo.

Depois do AI 5, Caetano e Gil foram presos, com direito a torturas psicológicas e "convidados" para uma longa estadia em Londres.

Chico Buarque, que não era tropicalista, também foi para o exílio, assim como muitos intelectuais.

O movimento estudantil entrava na clandestinidade...

Em 1970 quando Chico voltou ao Brasil, gravou outro LP e retomou em suas canções o protesto político. Em função disso foi cada vez mais vigiado pelos censores. Era uma fase absolutamente criativa, que culminou com um de seus discos mais conhecidos: “Construção”.

Este LP e o 3º colocado na lista dos "100 MAIORES DISCOS DA MÚSICA BRASILEIRA".

Chico Buarque ousou muito, escreveu cruzando um abismo sobre um arame, e chegou ao outro lado. Ao lado onde se encontram os trabalhos executados com mestria, a da linguagem, a da construção narrativa, a do simples fazer.

Não creio enganar-me dizendo que algo novo aconteceu no Brasil com este Disco.

Esta postagem e dedicada a minha amiga Livia Mannini, pela sua graça e seu amor pela música deste grande Artista.



CHICO BUARQUE - Construção
PHILIPS - 6349-017
1971


Faixas:
Lado A
01 - Deus lhe Pague
02 - Cotidiano
03 - Desalento
04 - Construção
05 - Cordão
06 - Olha Maria

Lado B
07 - Samba de Orly
08 - Valsinha
09 - Minha História
10 - Acalanto



MOPHO

Mar Revolto de 1979

Luis Brasil - voz, guitarra, craviola
Geo Benjamin - guitarra, ovation, flute
Octávio Américo - contra baixo
Raul Carlos Gomes - Bateria, percussão, voz
Jorge Brasil - Bateria, percussão, voz
Vicente dos Santos - percussão


MAR REVOLTO
Musiquim - MR-099
Prog - Folk - 1979


Faixas:
Lado A
01 - Contendas de Sincorá
02 - Tempo
03 - Araruama
04 - Contra-balanço
05 - Maravilhô

Lado B
06 - É
07 - Sabendo
08 - Simples Agreste
09 - Cháxaxado
10 - Solar



MOPHO

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Achados e Perdidos de 1974

Em 1974, Edson Mello criou o grupo Achados e Perdidos, a grande sensação daquele ano, apresentando-se os componentes do grupo, com cabelos coloridos e roupas espalhafatosas.

O grupo deixou músicas como "Festa dos Bichos" e "Nervoso Demais" e "O Robô e o Computador".

O repertório do grupo carioca Achados & Perdidos é dos mais variados, repleto de lugares comuns, variando desde um pretenso estilo nordestino - com "Cauobi do Ceará" de Catulo de Paulo até uma tentativa nostálgica de satirizar o tanto ("Último Calango Tango" de Carlos Odilon), afora uma lusitana homenagem ("Respeito Muito o Povo Português", Edson Mello/Carlos Odillon).


Édi Lyra - bateria
Paulinho Silva - baixo e baking vocals
John Kenedy - guitarra solo
Paulinho Bessa - voz e guitarra base



ACHADOS E PERDIDOS
RCA Vik - 109.0008
1974



Faixas
Lado A
01 - Festa dos Bichos
02 - Pinga Colírio Nessa Paisagem
03 - Nervoso Demais
04 - Cabeça Oca
05 - Respeito Muito o Povo Português
06 - Esperando o Dia Vir

Lado B
07 - Cauboi do Ceará
08 - Pés Sujos Consciência Limpa
09 - Eu e a Carolina
10 - Memórias
11 - No Fundo do Bau
12 - Último Calango Tango




MOPHO

A Barca do Sol de 1974

A Barca do Sol foi uma banda brasileira de rock progressivo formada em 1973 como banda de apoio do músico Peri Reis, mas acabou tendo vida própria, sendo um dos grandes expoentes da música brasileira em sua época.

Teve em uma de suas formações o cantor Ritchie, na época como flautista.

A banda gravou três álbuns durante suas atividades e uma coletânea (lançada em 2000) e terminou em 1981. Seus integrantes continuaram em carreira solo, tendo até certo sucesso.

A banda possui influências do folk rock, e devido aos instrumentos utilizados seu som é geralmente comparado com o da banda Jethro Tull.

Integrantes:
Jacques Morelebaum - violão celo, piano e voz
Nando Carneiro - violão e voz
Muri Costa - violão
Marcelo Costa - bateria, percussão
Beto Resende - percussão, viola, violão e guitarra
Marcelo Bernardes - flauta
Alan Pierre - baixo
David Gang - flauta
Marcos Stull - baixo
Richard Court (Ritchie) - flauta



A BARCA DO SOL
Continental - 1.01.404.092
Folk - Prog - 1974



Faixas:
Lado A
01- A Primeira Batalha
02- Brilho Da Noite
03- Arremesso
04- As Boas Consciências
05- Caminhão

Lado B
06- Lady Jane
07- Dragão Da Bondade
08- Alaska
09- Fantasma Da Ópera
10- Córsário Satã
11- A Barca Do Sol




MOPHO

Burnier & Cartier de 1974

Dupla formada pelos violonistas, cantores e compositores Burnier (Octávio Bonfá Burnier) e Cartier (Claudio Cartier), que se conheceram em 1968, nas reuniões do Movimento Artístico Universitário (MAU), começando a compor em parceria dois anos depois.

Em 1974, a dupla gravou seu primeiro LP, "Burnier & Cartier", lançado pela RCA.

Integrou, juntamente com Sônia Bonfá, o trio vocal Papo de Anjo, criado exclusivamente para gravações da trilha sonora do "Sítio do pica-pau amarelo" (TV Globo).
Participou do Festival Abertura (TV Globo) em 1975, com a música "Ficaram nus" (Burnier e Cartier), selecionada entre as finalistas que compuseram o LP que registrou o evento.

No ano seguinte, foi contratada pela Odeon, por sugestão de Milton Nascimento ao então diretor artístico da gravadora, Mariozinho Rocha, e gravou seu segundo LP, "Burnier & Cartier".

Em 1977, os dois instrumentistas foram convidados por Don Burrows para realizar concertos na Austrália, gravados ao vivo, gerando o álbum duplo "Brazilian connection", lançado pela Pie Records, com participação do Don Burrows Quintet, George Golla e The Sidney Strings Quartet. Esse disco foi lançado nos Estados Unidos pela First American Records, com o nome de "Brazilian parrots".

A dupla atuou no cenário artístico de 1974 a 1978




BURNIER & CARTIER - Burnier & Cartier
RCA - 103 0109
1974



Faixas:
Lado A
01 - Só Tem Lugar Pra Você
02 - Aldeia Global
03 - Lejos de Mi
04 - Lembrando Ed Kleiger
05 - Deixa Mudar
06 - Parte Capital

Lado B
07 - Mirandolina
08 - Aí É Que Tá
09 - Aventura Espacial
10 - Barranco
11 - Europanema
12 - Marcante





MOPHO

domingo, 5 de outubro de 2008

Réquiem Para o Circo - Made in PB Compacto de 1976

"Vagando o espaço entre as estrelas, um vulto branco emergindo sobre mim
Traz um coraçao na mao esquerda, nos olhos o colorido de um jardim...."

Anjo Branco - composição de Gilberto Nascimento e do parceiro Dida Fialho.

"Réquiem para o circo - Made in PB", lançado em 1976 e que tem a participação de Zé Ramalho, declamando o "Monólogo do Palhaço" uma adptação do Asilo de Petersen por Luis Carlos Vasconcelos, direção e produção de Eduardo Stuckert.

O compacto é em formato de poster sua capa abre em quatro partes, possui um livreto com 24 paginas ! em duas delas pela primeira vez Zé Ramalho falou sobre os segredos do Ingá, e seu albúm Paêbirú produzido com Lula Côrtes.


O Circo viveu por dois anos durante esta tempo fez o possível para ser fiel à ideía que lhe deu origem. Debaixo do toldo que por algum tempo coloriu uma de nossas avenidas muitas coisas aconteceram.

Houve representações de Teatro; houve concertos de música popular e também Erudita. Houve cantorias a viola, exibições de capoeira e de Bumba meu Boi; nele foram ouvidos os cantos de xangô e de Jurema.

O folclore fazia contraparte com as expressões refinadas da cultura, para que todos os gostos fossem servidos, conferencias, debates, exposicões de arte, havia também bailarinas semi-nuas que rebolavam ao ritmo quente das batucadas. Forrós pelo São João e festas de Natal à luz de velas; carnavais. Beethoven confraterniza com Paulinho da Viola e Luiz Gonzaga fazia duetos com Brahms.

Por dois anos o Circo tentou fazer cultura viva, a cultura alegre e sensual que dá encanto à vida.

Porque o Circo morreu ?

Quem sabe dos seus escombros pode surgir uma nova casa de cultura, não a cultura de gravata, mas a cultura amena que faz alegria de viver...



REQUIEM PARA O CIRCO - Made in PB
ROZEMBLITZ - SCDP 108 PB
Folk - 1976



Faixas:
Lado A
01 - Monólogo do Palhaço (Zé Ramalho da Paraíba)

Lado B
02 - Anjo Branco




MOPHO

Hugo Filho - Paraibô de 1978


O que "Easy Rider" tem a ver com este LP ?

Talvez este LP não existiria hoje caso Hugo não tivesse assistido este filme !
Por causa dele se apaixonou por uma Honda 350, e num de seus passeios pela orla marítima da praia de Tambaú, conheceu Antônio de Pádua com sua yamaha 250, naquele momento nascia uma amizade !

Tinha uma turma de motos, que sempre nos finais de semana fazíam passeios longos. Nova Jerusalém, Natal, Recife etc... Na época Hugo era líder da banda The Gentlemen e Antônio sempre comparecia aos bailes e também a shows que fazíam pelos bares e teatros da cidade.

Então como ele era poeta foi feito à proposta compor músicas para as suas poesias. chegamos ao Paraibô com produção dele num estúdio que eles mesmos montaram com o equipamento dos The Gentlemen de uma forma totalmente artesanal.

Unirão talento e coragem para um desafio audacioso para a época, toms dissonantes com perfeição e clareza.

Miguel dos Santos é um artista plástico de primeira grandeza ! E sua amizade por Antônio de Pádua fora de série. A musica PARAIBÕ lhe foi apresentada ! e a pedido de Antônio, idealizou e criou ao seu estilo traços geniais dando forma as letras de um refrão musical.

O corte do acetado foi feito na Tapecar, a capa numa gráfica em João Pessoa. O selo (HP) foi criado por, Hugo e Pádua.

Zé Ramalho tinha ido para o Rio gravar o seu primeiro LP "Avohai" deixado duas músicas já prontas para o Paraibô "Não me Diga o Que ser" e " Meu Sol ".

Tem músicas que contam a verdade de um amor perdido e outro encontrado. O medo da solidão na música "Medo", e um novo amor encontrado na música" Arcozelo" um ser perdido na música "Quem Me Viu Por Aí".

Fabrici filha de Antonio de Pádua que iria completar 15 anos, foi presenteada com "Valsa para Fabrici" que foi composta para ser dançada com o pai dela no dia da festa.

Os músicos integrantes deste LP são Hugo Leão (Hugo Filho), Zé Crisólogo, Enilton Araujo e Irapuã presentes na foto da contra capa...Alguns companheiros dessa luta se foram nesses 30 anos. Edmilson "Crauna" (percussão), Enilton Araújo (craviola e guitarra), Elísio Alexandrino "Golinha" (técnico de gravação) e o produtor e poeta Antonio de Pádua Carvalho.

LP gravado numa cidade pequena e feito em absoluto silencio. Só 500 copias foram feitas.
Paraibô já nasceu raro !!!

"Miguel de Deus percebe e comunica o universo de Deus e do Homem em todas as suas manifestações .Dai a grandeza e a força de sua arte onde se misturam os elementos do céu e da terra nas formas e nas cores da criação e da angústia das criaturas." Pádua Carvalho



HUGO FILHO - Paraibô
HP Produções - HP 0001
Psychedelic - Folk - Progressive - 1978



Faixas:
Lado A
01 - Paraibô
02 - Que Me Viu Por Aí?
03 - Não Me Digam O Que Ser
04 - Meu Sol

Lado B
05 - Quero Você, Você
06 - Medo
07 - Arcozelo
08 - Valsa Parar Fabrici



MOPHO

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Quarteto Nova Era - Compacto de 1968

Conjunto de Niterói, formado por Francisco Aguiar, na guitarra, Maurinho, no baixo, Rogério, na bateria e Bia e Renata, nos vocais, que agitou bailes e festas particulares no Rio de Janeiro entre 1964 e 1968.

Com um visual diferente para a época (botas de couro e casacos), a banda tinha uma sonoridade que ficava num meio termo entre Os Mutantes e The Mammas & the Pappas. Na época, gravou apenas um single, em 1968, com composições próprias.

Participou de alguns programas de TV, como "Chacrinha" e "Girafa" (apresentado por Sandra Bréa), ambos na TV Globo.




QUARTETO NOVA ERA
RCA Victor - LCD 1210
Psychedlic - 1968



Faixas:
Lado A
01 - Apolo
02 - De Repente

Lado B
03 - O Tempo Não Espera
04 - Viagem no Tempo



MOPHO

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Jô Soares - Compacto de 1963


Peguei uma garota, mordi-lhe a jugular
Ela, assustada, começou a gritar: Vampiro!

Uh, uh, uh, Vampiro, uh, uh, uh,
Me chamam de Vampiro porque gosto de morder a jugular
A jugular!

"Vampiro", com "O Volks do Ronaldo" no lado "B", é um dos compactos mais raros da história do rock brasileiro. Lançado em 1963, pelo selo paulista Farroupilha, registra a meteórica incursão do multimídia Jô Soares no gênero rock and roll.

A letra de "O Vampiro", de sua autoria, radicaliza a presença do humor nas letras do rock brasileiro, afastando-se da tradicional historieta amorosa.

A interpretação de Jô Soares, desenvolta e colorida, registra a marca do artista que conquistou o país nas décadas seguintes com seu humor criativo e inteligente.



JÔ SOARES
FARROUPILHA - FA103
Beat - Garage - 1963



Faixas:
Lado A
01- Vampiro

Lado B
02- O Volks do Ronaldo



MOPHO

Diana & Stul - Compacto de 1972

Quando a Equipe Mercado acabou, surge então "DIANA & STUL"...Diana Estela Pereira (vocal), Stul (guitarra, piano, contrabaixo e violão)

Dupla Ainda na década de 1970 Diana adotou, por pouco tempo, o nome Djiana (para evitar confusão com a cantora brega Diana, ex-esposa de Odair José), participou do espetáculo Rocky Horror Show (com o nome Diana Strella) e, anos depois, lançou um disco independente (Fome De Javali, 1992) com o nome Diana Dasha.



DIANA & STUL
RCA VICTOR - 1010107
Folk -Prog - 1972



Faixas:
Lado A
01 - AI! Que Dor

Lado B
02 - Não É Preciso Correr



MOPHO

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Damião Experiença - Planeta Guerrilha de 197?

O que é a realidade ?

Nascido na Bahia, cidade Lauro de Freitas, distrito de Portão, perto de Salvador.

Damião aos 13 anos foge de sua casa para escapar da brutalidade dos pais que batiam nele com cipó de cabo, e como clandestino viaja em um navio até o Rio de Janeiro.

Vai morar na zona com as prostitutas, descobre o mundo cedo; como passa fome, decide entrar para a marinha brasileira, para poder comer. Troca de emprego varias vezes, aprende a ser homem na rua. Freqüenta puteiros e bordéis, decide morar com uma mulher numa casa de palafita, desertando portanto. Arrepende-se, após 15 dias volta para o quartel, pega 1 ano de cadeia, 1 mês de solitária.
Sai transformado; ali ele conheceu o Planeta Lamma.

Entrou Damião Ferreira da Cruz, saiu Damião Experiença.

Começa a pintar, pinta um quadro chamado Planeta Lamma, começa a aprender música na cadeia com os amigos, estamos nos anos 60, pré-ditadura, e a era hippie está em sua plenitude. Damião está no meio disto tudo. Em outras versões, contaria ele que puxou cana por alguns anos devido a cafetinagem . A verdade ?
Você terá que perguntar para ele...

Na década de 70 vira cafetão. Usa o dinheiro ganho das prostitutas para gravar os seus discos, começando com o primeiro em 74, chamado Planeta Lamma, gravado solo, um violão com apenas 1 corda, 1 espécie de chocalho pendurado no violão para fazer percussão e uma gaita presa ao pescoço. Disco soberbo, gravado todo no dialeto do Planeta Lamma, linguagem aprendida (ou criada por ele ?).

Para os que perguntam, o dialeto do planeta lamma existe, é real e Daminhão conversa com você a hora que você quiser no dialeto. Ele canta as músicas de todos os discos, feitas no dialeto de forma idêntica, conversa usando às vezes este dialeto, traduz frases inteiras para o dialeto dele. Ele decora ? Quem sabe ?

Até o disco de número 34, são 30 anos de gravações.



DAMINHÃO EXPERIENÇA - Planeta Guerrilha
Planeta Lamma - yz 096
Psychdelic - Folk - 197?



Faixas:
Lado Y
01 - Mar

Lado Z
02 - Praia



MOPHO

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Os Lobos - Compacto de 1970

Grupo de rock formado por Dalto e Cristina (voz), Ronaldo (guitarra), Cássio (guitarra), Fábio (teclados), Francisco (baixo) e Cláudio (bateria) na cidade de Niterói (RJ) no início da década de 1970. Fazia um rock psicodélico nos moldes dos Mutantes.

Este e os segundo compacto do grupo !



OS LOBOS
Savoya - SVS 003
Psychedelic Rock - 1970




Faixas:
Lado A
01 - Só Vejo Você

Lado B
02 - Cristina




MOPHO